«O músico de “Deus” e do “Diabo”»

Na edição de Março (Nº 213) da revista Tempo Livre, e nas páginas 44-46, está o meu artigo «O músico de “Deus” e do “Diabo”», sobre a vida e a obra do compositor português António Teixeira.

«Palavras de honra»

Quem não leu o meu artigo «Palavras de honra» na edição em papel do Público do passado domingo pode lê-la agora «em linha» aqui. Sim, é mais um texto sobre - e contra - o «Acordo Ortográfico».

Projecto canção-hino do Barrasco “És toda boa…!!!”

És toda boa!

Pões-me todo à toa!

Pareces uma leoa!

Doce como uma meloa! 

Se fosses melhor o que seria do céu?

Se fosses melhor eu ficaria béu! béu!  Pois és…és…és!!! (tudo em eco como as melhores bandas dos anos 80) 

(pelo meio umas guitarradas, meio heavy, meio sem nexo, uma vez mais o refrão , que é aliás o conteúdo da letra quase toda)

 És toda boa! Pões-me todo à toa!

Pareces uma leoa!

Doce como uma meloa!

Natação Obrigatória

http://www.youtube.com/watch?v=-MliQHJHqy0

Contra a tourada (outra vez)

Assinei hoje a petição «Contra a criação de uma secção de tauromaquia no Conselho Nacional de Cultura». Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui. Esclareço, porém, novamente, que não sou militante ou simpatizante do denominado «Partido Pelos Animais», que promove a iniciativa.

Um discurso actual

Primeiro discurso contra Catilina de Marco Túlio Cícero (106 a.C. - 43 a.C.), cônsul de Roma, recitado no Templo de Júpiter em 8 de Novembro de 63 a.C., local para onde tinha sido convocado o Senado de Roma.

Em http://www.arqnet.pt/portal/discursos/novembro02.html

I

Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura? A que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda nocturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disto conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem? Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas?

Oh tempos, oh costumes! O Senado tem conhecimento destes factos, o cônsul tem-nos diante dos olhos; todavia, este homem continua vivo! Vivo?! Mais ainda, até no Senado ele aparece, toma parte no conselho de Estado, aponta-nos e marca-nos, com o olhar, um a um, para a chacina. E nós, homens valorosos, cuidamos cumprir o nosso dever para com o Estado, se evitamos os dardos da sua loucura. à morte, Catilina, é que tu deverias, há muito, ter sido arrastado por ordem do cônsul; contra ti é que se deveria lançar a ruína que tu, desde há muito tempo, tramas contra todos nós.

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Todos pela Liberdade

Assinei hoje a petição «Todos pela Liberdade». Quem quiser fazer o mesmo deve ir aqui.

O que pensava Fernando Pessoa da República…

… Não é algo que, compreensivelmente, costume ser reproduzido pelas instituições políticas e culturais (incluindo a «casa» que tem o seu nome) de um regime que, no último século, também o consagrou – justamente – como o mais importante, o mais influente escritor da modernidade portuguesa. Porém, um dia depois do começo da «celebração» (sem vergonha) dos cem anos em que a Monarquia – maioritariamente democrática – foi derrubada pela República – fundamentalmente ditatorial – sob apelos (sim, fascizantes) de «união nacional», e no dia em que passa mais um ano sobre o duplo homicídio que outro tipo de celerados insiste em festejar, convém recordar as certeiras palavras do poeta.

O observador imparcial chega a uma conclusão inevitável: o país estaria preparado para a anarquia; para a República é que não estava. Grandes são as virtudes (de) coesão nacional e de brandura particular do povo português para que essa anarquia que está nas almas não tenha nunca verdadeiramente transbordado para as coisas!
Bandidos da pior espécie (muitas vezes, pessoalmente, bons rapazes e bons amigos – porque estas contradições, que aliás o não são, existem na vida), gatunos com seu quanto de ideal verdadeiro, anarquistas-natos com grandes patriotismos íntimos, de tudo isto vimos na açorda falsa que se seguiu à implantação do regime a que, por contraste com a Monarquia que o precedera, se decidiu chamar República.
A Monarquia havia abusado das ditaduras; os republicanos passaram a legislar em ditadura, fazendo em ditadura as suas leis mais importantes, e nunca as submetendo a cortes constituintes, ou a qualquer espécie de cortes. A lei do divórcio, as leis de família, a lei de separação da Igreja do Estado — todas foram decretos ditatoriais, todas permanecem hoje, e ainda, decretos ditatoriais.
A Monarquia havia desperdiçado, estúpida e imoralmente, os dinheiros públicos. O país, disse Dias Ferreira, era governado por quadrilhas de ladrões. E a República que veio multiplicou por qualquer coisa - concedamos generosamente que foi só por dois (e basta) - os escândalos financeiros da Monarquia.
A Monarquia, desagradando à Nação, e não saindo espontaneamente, criara um estado revolucionário. A República veio e criou dois ou três estados revolucionários. No tempo da Monarquia, estava ela, a Monarquia, de um lado; do outro estavam, juntos, de simples republicanos a anarquistas, os revolucionários todos. Sobrevinda a República, passaram a ser os republicanos revolucionários entre si, e os monárquicos depostos passaram a ser revolucionários também. A Monarquia não conseguira resolver o problema da ordem; a República instituiu a desordem múltipla.
É alguém capaz de indicar um benefício, por leve que seja, que nos tenha advindo da proclamação da República? Não melhorámos em administração financeira , não melhorámos em administração geral, não temos mais paz, não temos sequer mais liberdade. Na Monarquia era possível insultar por escrito impresso o Rei; na República não era possível, porque era perigoso insultar até verbalmente o Sr. Afonso Costa.
O sociólogo pode reconhecer que a vinda da República teve a vantagem de anarquizar o país, de o encher de intranquilidade permanente, e estas coisas podem designar-se como vantagens porque, quebrando a estagnação, podem preparar qualquer reacção que produza uma causa mais alta e melhor. Mas nem os republicanos pretendiam este resultado nem ele pode surgir senão como reacção contra eles.
E o regime está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados morais, nos serve de bandeira nacional – trapo contrário à heráldica e à estética porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicanismo português – o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que por direito mental devem alimentar-se.
Este regime é uma conspurcação espiritual. A Monarquia, ainda que má, tem ao menos de seu o ser decorativa. Será pouco socialmente, será nada nacionalmente. Mas é alguma coisa em comparação com o nada absoluto que a República veio (a) ser.

Quem ainda se lembra deles????????????????????????????

http://www.youtube.com/watch?v=v8u5qyn0Zzk&feature=related

O homem por detrás do espelho

Antes foi o coração em «Eat Me Drink Me», os dois «M» estilizados (segundo a estética nacional-socialista?) em «The Golden Age Of Grotesque», o símbolo «lunar/masculino/sacrificial» em «Holy Wood», o comprimido em «Mechanical Animals», o relâmpago/«sinal de perigo eléctrico» em «AntiChrist Superstar», o chapéu em «Smells Like Children»…
Agora, a imagem estampada no seu mais recente disco, «The High End Of Low», é muito significativamente, uma bobina – que, presume-se, quando dentro de um (ligado) leitor de CD’s, «desenrolará» o filme, ou um dos filmes, da sua vida… E a «sequência», ou seja, a canção, mais importante deste «filme» é «I Want To Kill You Like They Do In The Movies», nove torturantes minutos em que um desvairado «realizador» descreve aquilo que pretende fazer à sua «actriz» principal: «Eu quero foder-te como num filme estrangeiro, e não existem legendas para te ajudar enquanto ele durar. (…) Alinhem, rolar câmara, tu finges, eu finjo, e corta, corta, corta, corta. (…) Eu quero matar-te como eles fazem nos filmes, mas não te preocupes, existe outra como tu, à espera na fila. (…)»
Será este, na verdade, o canto despeitado de um homem que se viu abandonado pela sua amante… ou seja, Evan Rachel Wood? Pouco menos de dois anos antes, em 2007, a situação era diferente… e semelhante: em processo de separação e de divórcio da dançarina e modelo «burlesca» Dita Von Teese (nome artístico de… Heather Sweet!), Marilyn Manson aceitou ser «cobaia» de James Cameron em mais uma experiência do realizador com o sistema 3D que ele já estava a utilizar em «Avatar»: a rodagem do vídeo para a canção «Heart Shaped Glasses» proporcionou várias referências a «Lolita» de Vladimir Nabokov… e de Stanley Kubrick, e também muitas cenas de sexo tórridas (há quem diga que foram mesmo explícitas) entre o gótico cantor e aquela que era então a sua «musa». Wood tem-se destacado enquanto intérprete, entre outros filmes, de «Running With Scissors», «Across The Universe» e «The Wrestler»; e a própria Teese também já está a construir um interessante currículo na sétima arte, com personificações de Gala Dali e de… Mata-Hari!
Para Brian Warner, a sua (muito forte) ligação ao cinema começou, como se sabe, na escolha que fez do seu nome artístico: «Marilyn» de Marilyn Monroe e «Manson» de Charles Manson – psicopata que ficou famoso por ter assassinado, entre outros e nomeadamente, Sharon Tate… (outra) actriz que era então a esposa, grávida, de Roman Polanski… Nascido no Ohio e crescido na Flórida, o cada vez mais confiante «God Of Fuck» acabaria por se instalar, quase naturalmente, na Califórnia… aparentemente por causa de Rose McGowan, actriz que se viria a notabilizar mais recentemente em «Death Proof»/«Planet Terror» de Quentin Tarantino/Robert Rodriguez. Então noivos, em 1999 Rose terá possibilitado a MM um dos seus primeiros (pequenos) papéis – fazendo de «estranho» - num filme onde ela era uma das protagonistas: «Jawbreaker», de Darren Stein. Manson foi também: «estrela porno» em «Lost Highway» de David Lynch; «Christina» em «Party Monster» de Fenton Bailey e Randy Barbato – encarnando uma das muitas figuras excêntricas que de facto assombraram a cena clubística nova-iorquina na viragem dos anos 80 para os 90; «Jackson» (um pedófilo) em «The Heart Is Deceitful Above All Things» de Asia Argento; «empregado de bar» em «Rise» de Sebastian Gutierrez.
Entretanto, as suas canções integraram, entre outras, as bandas sonoras dos filmes «Natural Born Killers» («Cyclops»), «Strange Days» («Get Your Gun»), «Lost Highway» («Apple Of Sodom»), «Private Parts» («The Suck For Your Solution»), «Spawn» («Long Hard Road Out Of Hell»), «The Matrix» («Rock Is Dead»), «Book Of Shadows: Blair Witch 2» («Disposable Teens»), «Valentine» («Valentine’s Day»), «From Hell» («The Nobodies»), «Bowling For Columbine» («The Fight Song»), «Saw II» («Irresponsible Hate Anthem») e «Hatchet» («This Is The New Shit»). E colaborou com Marco Beltrami na música original de «Resident Evil».
Embora importantes, todos estes créditos serão cinematograficamente insignificantes se Marilyn Manson finalmente concretizar - depois de escrever, produzir, realizar, interpretar e musicar – o seu maior projecto artístico «não rock & roll»: «Phantasmagoria – The Visions Of Lewis Carroll», um filme que tem por tema a vida e a obra do autor de «Alice no País das Maravilhas», anunciado desde 2005 e sucessivamente adiado, (ainda?) com Lily Cole (modelo e actriz inglesa) no elenco, e que de momento tem 2010 como data prevista de lançamento… Porém, e para complicar mais a situação, este ano foi noticiado que MM estaria a preparar outro filme: uma «versão musical» de «Cinderella» que seria protagonizada por… Emma Watson – sim, a Hermione Granger da saga «Harry Potter»!
Evan, Lily, Emma… cada uma das três tem perto de 20 anos. Afinal, talvez seja «Beauty And The Beast», e não «Willy Wonka And The Chocolate Factory», o filme favorito de Brian Warner.

MM na SS
Marilyn Manson é um artista cuja totalidade da obra (isto é, álbuns de originais, não incluindo compilações e registos ao vivo) está incluído na Simetria Sonora, projecto desenvolvido na Simetria/Associação Portuguesa de Ficção Científica e Fantástico e que tem como objectivo procurar, identificar, listar e divulgar discos cuja temática se insere, precisamente, no âmbito da FC & F…. porque esta área não tem de se restringir à literatura e ao cinema.
Iniciativa original e provavelmente única, quer nacional quer internacionalmente, a Simetria Sonora contém actualmente 200 discos, tanto de artistas estrangeiros (em número superior) como de artistas portugueses, cujos «temas (na sua totalidade, maioria ou até numa minoria significativa e preponderante), os sons, as suas letras, a ideia-chave ou o conceito principal – incluindo gráfico e audiovisual (capa, livrete, vídeos) – os colocarem num “género” que poderíamos designar de ficção científica e fantástico; e que pode incluir, além de futurologias diversas e de revisionismos históricos variados, o bizarro, a fantasia, o terror, o horror… Ou nem tanto: contos de fadas, estados alterados, sonhos e pesadelos, realidades alternativas ao estilo “Quinta Dimensão”.»
Enfim, um «espectáculo» em que o cantor de «If I Was Your Vampire» é sem dúvida uma das maiores «atracções».

Marilyn Manson, ou seja, Brian Hugh Warner, celebra hoje o seu 41º aniversário.

Artigo publicado na revista Blitz Nº 42, 2009/12.

Octávio dos Santos

Na edição de hoje do Correio da Manhã…

… Uma «viagem» na História de Portugal, mais concretamente ao século XVIII, mais especificamente à Lisboa de antes do terramoto de 1755.

Carta a um filho

Ano novo vida nova, enterrem-se os fantasmas, desenterrem-se projectos novos, eu escrevo uma carta que se Deus assim o permitir, irá ser o enterrar de um ciclo e começo de uma nova vida….

Claro está:

“Se Deus assim o permitir…” 

Carta a um filho. 

Meu querido filho, faz muito tempo que não me memoriava de ti nem das nossas folganças.

O pai não o faz por mal mas o tempo tudo dissipa. E a memória que de ti tenho, meu filho, é infelizmente cada vez menos nítida.

Não sei se és alto ou baixo, até porque pequenino nunca te conheci.

E quais os primeiros vocábulos que pronuncias-te, nem tão pouco se alguma vez a mim me foram dirigidos.

Também não sei se foste amamentado, ou artificialmente nutrido.

Mas sei que és invariavelmente um anjo porque todas as noites foram inalteravelmente serenas.

Sabes…sempre seguro pensei que aprenderias a locomover-te na praia, mas pensando bem não tenho ideia de alguma vez te ver por lá.

Mas tenho boa lembrança da burra que, um dia, te prometi comprar. Mas não já não tenho ideia de alguma vez ta dar.

Apesar de tudo sei que foste um aluno ordeiro porque queixas não tive.

Mas não sei se finalizaste o liceu, até porque nunca te registei.

E mesmo que o tivesse que fazer não sei com que apelido o faria. Até porque também nunca, em algum dia, soube qual te dar.

Só sei que não sou teu herói, porque feitos não fiz. Mas já não tenho tão clara ideia das nossas semelhanças físicas.

Mas sei que terei sempre pronta uma prenda para te oferecer. Mas sei que em nenhum dia, te vou alguma vez ver.

E isto tudo meu filhinho, não é pela falta de amor de teu pai, juro-te, mas apenas e tão só porquanto nunca tu nasceste!

Leituras «simétricas»

No sítio da Simetria/Associação Portuguesa de Ficção Científica e Fantástico, e para além do projecto permanente Simetria Sonora, pode-se contar desde Novembro com mais uma colaboração regular da minha parte – sob a forma de (pequenos) textos abordando novidades… e curiosidades relacionadas com a FC & F. Até agora quatro foram inseridos, sobre: a estreia de «Avatar»; as origens dos títulos de alguns livros conhecidos; «efemérides cinematográficas» deste ano; e alguns recentes factos científico-tecnológicos… que mais parecem FC.

Ela dorme com cuecas de homem!

Ela vai para o quarto dele, exausta de si.

Ela vai, não sabe ele porquê, se apenas é para dormir com as suas cuecas de homem, sem saber porque o faz. Mesmo sem saber porque não o toca.

E ele sofre, pois ela não está morta e sabe que um dia ela se vai embora. 

Ela vai-se, ela vai-se! -  diz ele- E vai para ir para a cama de mais alguém,  só para dormir com outras cuecas de homem!

Pelo que por cuidado, sabendo ele que ela não está morta, diz-lhe em desespero -foge por favor, foge para longe de mim!

O BARRASCO – Escrita com bolinha quando necessário - Ou seja sempre!-2

Casamento Gay um ataque deliberado à classe trabalhadora do nosso país. 

Pois é meus amigos, hoje escreve-se por aqui acerca do matrimónio gay.

Não me sobrevém dizer nada acerca desse assunto, tal a pouca consideração que tal facto para mim representa, e até para o país creio eu, a não ser que se queira transformar Portugal numa referência no turismo homossexual, e até vos digo mais meus amigos, se tal facto ajudar a afastar Portugal da crise até acho que Algarve que agora se chama Allgarve deverá passar a cognominar-se Allgayve. Quero lá saber!

Como já referi e reitero uma vez mais, quero lá saber se casam ou não, embora, porque como ser pensante que sou, me venham à razão algumas vagas ponderações a esse respeito:

Querem casar? Casem-se!

Querem comer-se? Comam-se!

Querem enforcar-se? Que se enforquem!

Quero lá saber!  Quero lá saber!

O P.S. quis legislar ainda este ano sobre matéria para oferecer uma prenda à esquerda caviar que incessantemente esperou por este momento. Que legisle! Que ofereça!

Querem alterar as faixas de rodagem de modo a que iniciemos uma condução do tipo “anglicizes”? Que troquem!

O P.S. espera assim conquistar votos da comunidade gay, uma vez que à comunidade hetero não tem mais nada a oferecer senão desemprego. Que conquiste!

Repito, quero lá saber!

Querem criar um número mínimo de lugares para deputados na assembleia da república que representem a comunidade gay? Que criem! Embora ache que até já são maioria!

Querem aumentar o IVA em um ponto percentual de modo a que essas receitas sirvam para apoiar a excluída comunidade gay? Que o façam! Eu pago!

Quero lá saber! Redobro, quero lá saber!

Mas o que me preocupa é que se todos estes liberalismos tenham o condão de metamorfosear o nosso Estado Católico num Estado efectivamente laico.

Isso é que não!!!

É que meus amigos, esse facto aparentemente inocente é gravíssimo para a vida dos portugueses!

E digo-vos porquê:

Se persistirem na transformação do nosso estado, num moderno estado laico de direito corremos sérios riscos de ficar quase sem feriados. Note-se que, quase todos os feriados têm origem canónica, pelo que laicizar o nosso querido País tem apenas um exclusivo e elementar propósito, beneficiar o patronato, consistindo este plano congeminado pelo Governo num ataque deliberado ao proletariado e aos seus interesses constitucionalmente garantidos.

É este o grande plano do Partido Socialista! daí a “estranha” urgência em aprovar o casamento gay!

Pelo que em conclusão vos digo que, mesmo os rapazolas gay e as rapariguitas lésbicas conhecendo a verdadeira motivação que levou à aquiescência governamental do seu matrimónio, votariam conta o casamento gay em caso de referendo, pois não quereriam de certeza correr o risco de ficar sem os seus “santos” feriados.

Ahhhhhhh, pois é!!!!!!

O Barrasco