Blogonovela - 4

Benquistos Leitores e Leitoras

 Hoje estou cheio de sanha, especialmente contra os leitores que se dizem gajos-amigos. A um gajo-amigo é permitido tudo, até mesmo criticar, e eu respeito muito as criticas dos meus amigos-gajos. Claro que falo dos comentários positivos. Porque não consigo de modo algum conviver com as criticas negativas, ainda por cima de gajos que se dizem gajos-amigos. Como é que podem eles criticar um gajo, ainda por cima um gajo-amigo???Criticar os textos de um gajo-amigo é uma conduta, altamente reprovável que, ainda para mais, está condicionada ao Código De Honra Do Gajo-Amigo!!! Fazê-lo só é comparável, por analogia, à violação prevista no Artigo: 12.º n.º 1 e 2 do enunciado código. Estou a ver. Vossemecês não conhecem o referido preceito!!! Pudera o único e verdadeiro gajo-amigo que tiveram foi o Ursinho Cor-de-rosa, que vos serviu de companhia naqueles imensos e desconsolados dias de Inverno em que dormiram desacompanhados e agarrados a ele, pelo que não me espanta!!!Estimados, até hoje, gajos-amigos, para que fiquem a saber, estes meus abrilhantados textos não são só um espaço de análise da génese social de um psicodrama da vida moderna, antes também, um lugar em que se aprendem e se apreendem coisas novas e realmente importantes, pelo que para os leigos em amizade, o deixem de ser, vou transcrever o supra referido preceito “Supra-Legal.”

1-Quem, aproveitando-se das funções de padrinho fugir com a noiva durante a cerimónia de casamento paga a boda a dobrar.

2- Se nos termos do número anterior o agente detiver também a qualidade de gajo-amigo, é obrigado a casar com a noiva fugida. 

 Como vêm, e agora escrevo para a generalidade, se a houver, neste caso até por analogia, os meus, antigamente, estimados amigos tiveram um comportamento que vexa toda a reconhecidamente prestigiante classe dos gajos-amigos. Pelo que face aos, mui horrorosos comentários, que alguns fizeram dos meus textos, especialmente, o que me deixou surpreso, dos meus aliás brilhantes intróitos aos textos. Fui forçado a tomar uma atitude, ou seja, dar-vos a conhecer o “quarto-episódio” sem fazer qualquer comentário ou intróito inicial.Sei que até pode parecer injusto, que por causa de uns (os ingratos) os outros fiquem impedidos de fazer aquilo que mais gostam e que se sintam como alguém que morreu faz 1974 anos e proferiu as seguintes palavras: Eli, Eli, lamma sabatacthani 

 O quarto”Episódio  

Apesar de viajarem depressa, as notícias ainda chegaram mais depressa que eles próprios, por isso já havia ordens do Califa de Bagdad para que assim que chegassem serem levados de imediato à sua presença, pois este estava muito curioso para saber qual o propósito que ali levava aqueles longínquos viajantes.Uma vez que falavam uma língua tão diferente, o Califa de Bagdad, pediu a um comerciante de sedas da cidade, que costumava fazer transacções com comerciantes chineses, que estivesse presente afim de traduzir a conversa.Uma vez na presença do Califa, Yong-Lo de imediato ajoelhou-se, e fez a este a oferta de um maravilhoso tinteiro em jade sublimemente esculpido, que muito agradou o Califa e que mereceu o seguinte comentário:

- Caro viajante, a tua atitude e a tua oferenda mostram que és uma pessoa de respeito, logo desde já mereces toda a minha consideração, pelo irás ficar alojado no meu Palácio e os teus soldados alojados juntos dos meus, onde terão todos os confortos que merecem. Mas diz-me prestigiado servo de tão ilustre Imperador. Qual é o motivo da tua viagem? O que vens procurar nesta terra que não encontras na tua?

Ao que respondeu Young-Lo:

- Grande Senhor de Bagdad, o meu Imperador encarregou-me de uma missão, que eu humildemente tento levar a cabo. Sei que não me poderá ajudar, pois sei que se detivesse tão grande segredo, não mo iria revelar.

Intrigado perguntou-lhe, agora com uma expressão menos afável: - Que segredo é esse que procuras no meu reino que não é do meu conhecimento?

A expressão do Califa não assustou o Yong-lo que respondeu de imediato: - Procuro a voz de controlo do inimigo.O Califa, agora ainda mais incomodado e exaltado disse:- Isso não existe, isso é coisa de fábulas, queres que acredite que o teu soberano Imperador te enviou a esta terra sagrada com uma missão que não tem qualquer sentido? Pois cá por mim não és mais que espião, pelo que mereces desde já morrer, mas como foste tão agradável antes de justificares, mentirosamente, a tua viagem, vou dar-te uma hipótese. Está na altura dos jogos de guerra de Bagdad, pelo vêm a esta cidade, os melhores guerreiros destas e das outras terras; estes jogos servem para determinar qual o melhor guerreiro deste e dos outros reinos. Irás participar nos jogos como guerreiro, se chegares até final, devolvo-te a ti e aos teus homens as vossas montadas e os deixarei partir em paz, se tal não acontecer, mandarei enterrar-vos até à cabeça, de modo a que sejam apedrejados até à morte por quem ocasionalmente passa, se não morrerem de fome sede antes.           

Olhando para o chão em sinal de respeito para com o Califa, Yong-Lo levantou-se e saiu do Califado sem dar as costas ao Califa, sempre de cabeça baixa.

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