B) Telefunken – ohw sweet ohw – Amaciador – em duas tentativa vãs de conclusão desta coisa.
Caros Amigos Blogonoveleiros.
A devido à vida que tenho concluir esta história não tem sido tarefa fácil. Claro que vós não tendes nada a haver com isso, mas só não “tendes” por não “terdes” vizinhos à antiga. Nem sequer “saberdes” o que é isso. Não “imaginardes” a tortura que é estar a magicar uma história que vos deleite (claro que não falo de uma história que vos dê leite, mas sim uma história que vos agrade) e, sem prévio aviso, aparecer a vizinha do lado com um aviso de pagamento de uma coima, emitida por uma qualquer edilidade de Vila Nova sei lá de onde, a perguntar-me se é para pagar.
Raios me partam à mulher! Agarrei logo na catana que trouxe de África, onde cumpri o serviço militar e fiz uma tatuagem em forma de “coração pescador”, que no seu interior dizia: “Amor de……… para sempre”. O espaço que sabiamente deixei em branco era para ser preenchido a esferográfica com o nome da gaiata que nesse preciso momento suprima a angústia de um solitário que se encontrava na província de Caréquété a fazer não sei bem o quê. Apesar de ser uma óptima isca, daí chamar-mos lá na tropa aqueles corações, de corações pescadores, ainda assim a safra não foi assim tão genrosa quanto poderia ter sido; uma vez que, o espaço reservado ao nome da garina do momento não ter o tamanho ideal para se escrever qualquer nome. Apesar dos inúmero avisos que fiz ao Manjerico que me tatuou. Pelo que eu fugia a sete pés de miúdas, mesmo que giras, com longos nomes e que não usavam diminutivos. Ainda assim o meu coração pescador carregou com a: Elisabete que sabiamente se transformou em Bete neste bracinho musculado pelas sacas de batata lá da cozinha onde prestava o apoio logístico junto do Major (acreditem que falei em batatas e em Major inocentemente), com cerca de umas nove ou dez Anas, aliás esse era o nome mais apropriado para o meu bracinho, pelo mal ouvia falar em Ana, ficava completamente desvairado fosse gorda, magra, nova, velha, surda, muda ou cega; umas duas ou três Helenas, que sabiamente se transformavam logo em Lenas, umas quantas Cris e algumas Tinas, meia dúzia bem aviada de Xanas, mais umas quantas Mílus, Bibís, Miras, Nias e afins, até que apareceu a Libertária. É verdade chama-se mesmo Libertária! A tipa era Montijense e não era propriamente filha de boa gente. Ela topou-me a tramóia, agarrou-me, levou-me junto do Manjerico que fazia as tatuagens e obrigou-me a tatuar o nome dela inteirinho no braço. Ainda argumentei que o nome não caberia todo no coração, e que só usaria camisas de manga comprida para não se ver a tatuagem. Mas a moça que parva de nada tinha contra argumentou dizendo-me:
-“Ó” amor, não vê que assim vai parecer que uma setinha atravessa o coração!
E lá ficou tatuado o Amor de Libertária para sempre. Nada pode fazer para suster aquele massacre. Fiquei indelevelmente marcado e passei todo o resto da minha “santa” tropa em constante solidão, num verdadeiro estado pós traumático. Pois a Montijense, assim que o Manjerico acabou de fazer a tatuagem, deu-me dois valentes pares de estalos e “zarpou” para o colo de um marinheiro. Só mais tarde, quando finalmente vim para a Metrópole, consegui resolver o problema da tatuagem castradora, quando pedi para me tatuarem um “Porquinho do Mar” sobre o “coração pescador”.
Mas onde ia eu antes de vos contar este meu percalço militar?
Já sei! Já com a catana na mão gritei:
- Aí o catano!
E pimba! Um só golpe de catana foi o suficiente para abrir aquela chata mulher ao meio.
Ehehehehehehe!
Ainda assim ela não se calava.
Pelo que pimba, com mais uma catanada arranquei-lhe a cabecinha do corpo.
Depois comecei a dar “toques” com a cabeça da salafrária, ao estilo de Maradona. Era sangue por todo o lado. Depois fiz um remate de antologia, é verdade que foi de bico, mas espetei com aquela cabecinha redondinha bem no centro do caixote de lixo que lá no prédio faz serventia.
Ó “O”? Não te estarás a exceder um bocadinho nem nada. Conta lá as coisas como foram!
Ora!!! Ora!!! O que eu contei é verdade! Até emprestei dinheiro à vizinha para ela pagar a coima e tudo.
Claro que, com esta crónica, vós agora pensardes de mim:
- Ó “O”, não venhas com essas tretas, és capaz de inventar qualquer coisa para não concluíres a história!
Na verdade juro que tentei, mas depois da vizinha, apareceu o vizinho bombeiro com uma urgência. O seu IPod necessitava de primeiros socorros. Mais tarde foi a Administradora do Condomínio que me pediu para verificar se as contas e acta que elaborara.
Bem que tentei, mas assim não processo criativo que aguente!
Enfim, para que constatem a veracidade do que vos relato, deixo-vos as duas, vãs, tentativas que fiz para concluir este conto.
A primeira tentativa
Se querem saber a verdade estou farto desta história. E ter que acabá-la vai ser a maior das tormentas. Até sei que ninguém daria pela falta desta coisada. Ninguém excepto uma missionária portuguesa que está em missão humanitária em Timor faz…trimmmmmmmm (toca a campainha) ….chiça quem será agora!?
A segunda tentativa
…o cão ainda está no ar
e eu a inventar
uma maneira de concluir esta história de encantar
Quem nada tem para fazar.
Trimmmm…..
Diz-me alguém que comigo vive, mas que não quero revelar o seu nome :
- És um inútil que não sabes fazer nada, não prestas para nada, pelo menos podias abrir porta e deixares de fazer coisas inúteis!
E o cão lá paira no ar…mais uns dias assim e ainda me apodrece o bichano!
Comments 1
Eiiiii…eu não estou em Timor e quero ler o fim desta ” deleitosa” história….e vá que estou em férias e posso saborear bem. Além disso ainda não consegui decidir qual o livro que vou agarrar primeiro.
Posted 17 Jul 2007 at 21:40 ¶Post a Comment