Bem, como gosto de dar secas, vou perder um pouco de tempo para vos dar um pequeno cheirinho da vida do: Zéé!!!
Sabe-se que ele ainda anda a monte, pois foi visto pela última vez, com a barba por fazer e uns cabelos pouco escovados nos Himalaias, ou seria na serra de Monsanto? Esse facto também não me parece particularmente interessante, no que diz respeito a contar um pouco da história deste canalha, mas por exemplo para a National Geografic Magazine, esse facto custou-lhes bem caro, como iremos ver. O Zéé, era um gajo muito peludo, barba serrada, olhos pequenos e brilhantes, trazia sempre um palito no canto da boca, e tinha um andar bem pesado. Era alto, tinha cerca de um metro e sessenta (não me lixem, um gajo com um metro em setenta não é alto???? Se vissem a minha altura, logo entendiam o meu ponto de referencia!!!) e tinha uma Tia, a Dona Edite, em New Jersey (ou, New Jersei, como dizem os seus compatriotas). Um dia a mãe do Zéé, a Dona Etelvina, (que era irmã do Tio do Zéé, o Rui Campelo, que era primo e Marido da Edite que era ao mesmo tempo prima e cunhada da Dona Etelvina, Tia e prima em segundo grau do Zéé e fiquemos por aqui.) enviou uma foto do seu menino à Dona Edite. Na altura o Zéé, já era acusado de alguns delitozitos, e pelo exposto deixou crescer a barba e cabelo (para passar despercebido, quer dizer, tentar) pelo que parecia um tufo de pêlos. No dia em que foi fotografado estava vestido com um casado de pele preta que havia achado na Av. da Igreja em Lisboa, logo a seguir a uma Senhora o ter despido propositadamente para o efeito, ou seja, para o Zéé o achar. Quem se detivesse a olhar para foto não conseguia detectar onde acabavam os pelos do peludo e começavam os pelos do casaco, era de um todo de uma homogeneidade total. Quem lhe havia tirado a foto foi o Marques, o fotografo lá do Bairro, aquele que fotografava casamentos e baptizados, e ainda vendia maquinas topo de gama aos amigos já com rolo e tudo. O que chateava bestialmente os compradores, pois normalmente quando revelavam os rolos viam gajos com aspecto de china ou loiros com barrigas grandes, em vez das mamocas da namorada. O Marques dizia sempre que isso era um problema do sofeteuere, mas que aquelas máquinas, apesar de tecnicamente evoluídas, não tinham garantia pois eram protótipos do fabricante. Pelo que também não tinha livros de instruções. O pessoal reclamava, mas acabava sempre por lhe comprar as máquinas, ele fazia sempre o melhor preço O Marques que até era um gajo, malandramente culto, quando o Zée lhe pediu para ele lhe tirar uma foto para enviar para a tia, olhou o Zéé disse: - Pá, pareces um YEti!!!
Lixado, mas sem saber porquê, responde-lhe o Zéé: - Ouve lá ó chavalo, queres apanhar? Eu não sou esse tipo o Yeti, esse gajo russo que vinha aqui ter com o Quatro-olhos para ele lhe fazer uns servicinhos, pá!!!!
O Marques começa logo a rir e responde-lhe: - Ouve lá, Yeti é uma espécie de homem das cavernas, estás a ver?
Olhando para ele com aqueles os olhinhos bem juntos, que mais pareciam de um símio, e que denunciavam sempre e em qualquer situação a sua profunda ignorância, respondeu o Zéé: - Ahhhhhhh tipo um gajo que vive nas cavernas do metro? Ahhhh nada – disse lhe o Marques – um gajo que vive no metro? Olha lá um gajo que vive no metro é um pedinte e o metro não anda nas cavernas. Man….anda em túneis!!! Estou a ver que não estás a perceber. O homem das cavernas é assim tipo uma mistura de Tina Tuner sem se pentear e um gorila. Está a ver?
Yaaaaaa man… - gracejou o Zéé - isso é tipo aqueles gajos, os AustróralóPitectos, assim tipo os homens bué d´antigos, não é?
Isso mesmo!!! – Disse-lhe o Marques – Ouve, tenho aqui um poster com umas montanhas com neve, vai parecer que o homem das neves está na Serra da Estrela.
Yaaaaa man, tira assim, parece que sou um AustróralóPitecto na Serra a fazer sku. Ehehehehhe, a minha Tia vai-se passar!!!!
De facto a Tia quando recebeu a foto, ficou doida com a aparência do Sobrinho, era um belo tufo de pelos que evidenciava e atestava, sem qualquer hesitação, a superior masculinidade, pujança, virilidade e robustez do homem Tuga. Mas não era só ela que ficava doida ao ver a foto do seu adorado sobrinho. Dona Edite trabalhava, como very much qualifiqueted woman of limpezes no headquarter da National Geografic Magazine em New York…e nem imaginam o que depois sucedeu….
* Para continuar, quando tiver, tempo, disposição e dinheiro, bem, na verdade se for pelo dinheiro não estará em dia algum acabado.
Feliz Natal e tal…
P.S. Aceitam-se (montes de) donativos para conhecerem o resto da história….
“O”
Comments 1
Enquanto aprofundo esta história do ZÉE, deixo aqui um abraço grande a todos os users deste fantástico cantinho ( foi bonito… lolol) com desejos sinceros de um Bom Natal e um fantástico ano 2008… realizem os vossos sonhos.
Posted 23 Dez 2007 at 21:58 ¶Post a Comment