III – A Viúva que tudo sabe… (3.º Episódio da chaga blogonovelista - “A Junção do Bem”)

         Chefinho!!! - Grita Mama quase dentro do ouvido interno de Triple “A”, o que até era normal, mas nunca o havia feito às três da manhã, com a camisa de fora das calças, a gravata atravessada e muito menos num alarido tão grande que acordara os hóspedes, já dormintes, da Pensão Luanda, sita em Kings Almirantes (como lhe chamam os cromos, quer dizer os residentes) – Como sabe tenho andado empenhadíssimo em busca de pistas. Aliás não fazia ele outra coisa desde que a ele lhe tinha sido confiada a missão destinada a descobrir se existiam pistas ou indícios ocultos, na noite Lisboeta. De facto o seu empenho era tão grande que até chegava a pagar para estar sempre em permanente missão, primeiramente junto das informadoras brasileiras, seguidamente das informadoras romenas, a que sucederam as informadoras ucranianas, que lhe deram fortes pistas sobre a hipótese de serem as moldavas quem detinham as pistas certas a seguir; com grande motivação porque o prazer, perdão o dever assim o exigia, por indicação destas últimas, resolveu indagar junto das checas que lhe disseram que não eram pessoas para revelar grandes segredos mas para tentar junto das húngaras pois são mulheres atentas e assertivas. Estas após alguns actos de inquérito, aqui e ali, revelaram-se pouco cooperantes, e caras, obviamente falamos do valor que estas levavam pelas suas informações. Pelo que o pobre (paupérrimo mesmo) decidiu investigar as fontes nacionais - em saldo, com a esperança de conseguir de junto destas conseguir pistas certas, e baratas, e foi assim que junto do Técnico de Lisboa, descobriu a Juju, mais conhecida por Judite, que lhe haviam dito que ela levava pouco pelas as informações (quase um paradoxo não é? Sendo ele da Judiciária).           

Caras Leitoras; Caros Leitores; Caros Leitoras que gostam de Leitoras; Caros Leitores que gostam de Leitores; Caras e Caros Coisas Estranhas:           

Sim é isso mesmo!!! Vou-vos satisfazer, falamos da curiosidade obviamente, e dar-vos a conhecer o fabuloso diálogo que ocorreu no encontro entre MAMA e JUJU, é um momento inqualificável no ponto de vista literário, mas que, no ponto de vista da absorção, da génese da noite alfacinha junto à Universidade que efectivamente produz engenheiros, é indispensável. Mas não dever ser lido por pessoas, pouco, sugestionáveis, pois essas não vão achar qualquer interesse em semelhante relato. Ora, então, vamos lá, teatralizar isto da melhor maneira, para que se um dia algum doido (claro que não falo do Felipe Lá Féria) quiser adaptar estes textos para uma peça de teatro, ou mesmo um movie, o fazer sem qualquer dificuldade, por isso let´s look to the trailer:           

Cenário: Avenida dos Defensores de Chaves, junto à porta do 1.º Cartório de Competência Especializada em Lisboa (hora da minha vingança).

Hora a que ocorreu o encontro: duas da manhã, por isso é noite, escura de escuridão (estás a ver Lá Féria como sou amigo). Os candeeiros estão ligados, e as luzes acesas (quem é amigo quem é? Assim é fácil!!).

Personagens:MAMA: que neste acto faz precisamente de MAMA, o sub-inspector da polícia judiciária do Porto.EJUJU: que desempenha o papel de JUJU, a profissional liberal que trabalha junto ao Instituto Técnico de Lisboa.

Que comece o diálogo!!!

MAMA: Boa noite como está?JUJU: De pé!

MAMA: Bem, isso já tinha reparado…

JUJU: Ohhhhhh querido, se já tinhas reparado, como se por acaso com esse cheiro de uísque barato que emanas conseguisses ver alguma coisa, porque perguntas como estou?

MAMA: Olhe lá (exibindo o cartão da judiciária) eu sou uma autoridade!!!

JUJU: E queres um desconto por isso, não é verdade?

MAMA: Precisamente!!!

JUJU: Sois todos iguais. Mas querido, eu trabalho ao preço de custo, praticamente, pelo que não consigo fazer descontos, por isso, esquece, e diz-me antes o que queres!!!

MAMA: Eu quero informações secretas!!!

JUJU: És mesmo marado. Vou entrar no teu jogo.

Mama abre o casaco, e mostra-lhe a camisola que usava, que continha as famosas palavras que formam a expressão: A JUNÇÃO DO BEM, e pergunta-lhe:

Sabe o que isto significa?

JUJU: Claro que não sei!!!

MAMA: Já vi que tenho que lhe pagar para obter as informações que pretendo!

JUJU: Ai tens, tens!!! Julgas que isto é de borla, já viste bem este corpo?

MAMA: Quanto é que leva pelo que pretendo?

JUJU: Querido, depende do que pretendes!!!

MAMA: Eu não sei o que procuro. Se soubesse não lhe perguntava?

JUJU: Querido é assim, és marado de todo, mas até gosto de ti, por isso, especialmente para ti uma hora são 100 euros e tens direito a tudo o que conseguires nesse tempo, nem mais um minuto. Por isso deixa-te de coisas, é pegar ou largar.

MAMA: Não tenho esse dinheiro agora, já gastei todo o orçamento que tinha para esta investigação, e todo o meu dinheiro pessoal, estou completamente empenhado, mas precisava tanto dessa informação. Se a conseguisse, talvez fosse até promovido, mas neste momento estou na mais completa miséria.

Começado a chorar – até porque a bebedeira ajudava – deixou para (invertendo os factores) outro o episódio o resto desta história…

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